segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Embriologia 2


Anexos Embrionários

São estruturas que ficam ao lado do embrião, protegendo-o e fornecendo-o alimentos. Os anexos embrionários são: placenta, cordão umbilical, âmnio, alantóide e saco vitelínico.

  • Placenta: presente somente nos mamíferos. Fornece nutrientes, hormônios, anticorpos para o embrião. Retira as excretas do embrião, retirando suas impurezas.
  • Cordão umbilical: faz a ligação da mãe com o filho. Está preso tanto na placenta e no filho e pode ser encontrado nos mamíferos.
  • Âmnio ou líquido amniótico: presente em todos os vertebrados. Hidrata o embrião, evitando seu ressecamento. Protege também o embrião contra pancadas que a mãe pode sofrer.
  • Alantóide: presente em todos os vertebrados. Retira as excretas do embrião. Nas aves, o alantóide retira o cálcio da casca do ovo para a coluna vertebral.
  • Saco vitelínico: presente em todos os vertebrados. Nos mamíferos, o saco vitelínico é reduzido. Sua função é fornecer alimentos para o embrião.




Curiosidades: 

Os marsupiais são animais mamíferos que se caracterizam pela presença de uma bolsa central, situada na região abdominal e conhecida como marsúpio. Nesta bolsa, as fêmeas carregam e amamentam seus filhotes.

A espécie de marsupial mais conhecida no mundo é o canguru, animal típico da Austrália. No Brasil, o marsupial mais conhecido é o gambá, famoso pelo mau cheiro que exala quando está em situação de perigo.



Embriologia

É  a ciência que estuda a formação do embrião. O embrião é formado a partir da fecundação (encontro do espermatozoide e o óvulo). Vários espermatozoides são atraídos para o óvulo para que ocorra a fecundação. São necessários muitos espermatozóides, pois a membra na do óvulo é muito resistente.
Somente o primeiro espermatozóide fecunda o óvulo. Se entrarem mais de um, os outros morrerão. A região anterior do espermatozóide é chamada de acrossomo, região rica em enzimas usadas para romper a membrana do óvulo.
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Tipos de óvulos

O gameta masculino (espermatozóide) é igual para todos os animais, sendo diferente somente no número de cromossomos. Já o gameta feminino (óvulo) é diferente para cada animal. Além do  número de cromossomos, a diferença entre óvulos se baseia na quantidade e distribuição do vitelo (alimento do embrião).


  1. Óvulos oligolécitos: Apresentam pouco vitelo na célula. Os animais que possuem esse óvulo são os poríferos, celenterados, equinodermos e mamíferos. 
  2. Óvulos heterolécitos: Apresentam uma quantidade diferente de vitelo na célula. Os animais que possuem esse óvulo são os platelmintos, nematelmintos, anelídeos, moluscos, peixes e anfíbios.
  3. Óvulos megalécitos: São óvulos que apresentam uma quantidade muito grande de vitelo. Esse óvulo é encontrado nas aves e nos répteis (ovíparos).    
  4. Óvulos Centrolécitos: Apresentam vitelo no centro da célula. Esse óvulo é encontrado somente nos artrópodes (insetos, aracnídeos, crustáceos).

                   * Observação: 1- OLIGO = POUCO
                                         2- HETERO = DIFERENTE 
                                         3-  MEGA = MUITO


Segmentação ou Clivagem

É a segunda etapa da embriologia. O embrião se divide em células menores, denominadas de blastômeros. Essa etapa é importante para formar todos os órgãos do embrião. As células formadas são também chamadas de células-tronco. No final desse processo surge um aglomerado de células chamado de mórula. Para cada tipo de óvulo existe uma segmentação diferente.

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  1. Segmentação holoblástica igual : O embrião se divide totalmente, com células do mesmo tamanho. Essa segmentação ocorre nos óvulos oligolécitos.
  2. Segmentação holoblástica desigual: O embrião se divide totalmente, mas suas células apresentam tamanhos diferentes. Ocorre nos óvulos heterolécitos.
  3. Segmentação meroblástica discoidal : O embrião se divide parcialmente, formando um disco na parte superior da célula. Ocorre nos megalécitos
  4. Segmentação meroblástica superficial: O embrião se divide parcialmente, mas essa divisão ocorre somente na periferia da célula. Ocorre nos centrolécitos.




               - Anexo: 


terça-feira, 12 de maio de 2015

 I Seminário de Biologia


  • Sistema Imunológico:
Nosso ambiente está repleto de agentes infecciosos como vírus, bactérias, fungos, protozoários, etc. O Sistema imunológico trabalha combatendo estes invasores. O organismo possui vários tipos de barreiras contra os invasores. O tipo de resposta imune do organismo vai depender do patógeno e do local da infecção.

* Barreiras externas
É o conjunto de barreiras físicas e bioquímicas que impedem que os microorganismos provoquem uma infecção. São também chamadas de mecanismos de defesa não específicos, pois defendem o organismo de qualquer tipo de invasor.

* Pele
A principal barreira contra os microorganismos é a pele devido a sua constituição de queratina, que impede a entrada deles.

*Muco
O muco reveste as mucosas e normalmente os invasores ficam aderidos nele.

*Cílios

Os cílios “varrem” os microorganismos para fora do órgão.

*Saliva, lágrimas e enzimas
As enzimas contidas na saliva e na lágrima possuem ação bactericida. Algumas enzimas possuem o pH muito ácido, que impede a proliferação de microorganismos na região, como é o caso do estômago e da vagina.



Sistema Reprodutor Masculino:

  • Testículos: glândulas endócrinas. A atividade dos testículos é regulada por hormônios liberados pela adenoipófise.
  • Epidídimo: é no ducto epidídimo que ocorre a maturação dos espermatozoides, além disso, este ducto também armazena os espermatozoides e os conduzem ao ducto deferente através de movimentos peristálticos (contração muscular).
  • Ductos deferentes: têm a função armazenar os espermatozóides e de transporta-los em direção à uretra, além disso, ela ainda é responsável por reabsorver aqueles espermatozóides que não foram expelidos.
  • Vesículas Seminais: são glândulas responsáveis por secretar um fluído que tem a função de neutralizar a acidez da uretra masculina e da vagina, para que, desta forma, os espermatozóides não sejam neutralizados.
  • Próstata: é uma glândula masculina de tamanho similar a uma bola de golfe. É através da próstata que é secretado um líquido leitoso que possui aproximadamente 25% de sêmen.
  • Canal ejaculatório: É um fino tubo, par, que penetra pela face posterior da próstata atravessando seu parênquima para ir se abrir, por um pequeno orifício, no colículo seminal da uretra prostática, ao lado do forame do utrículo prostático. Estruturalmente o ducto ejaculatório assim como a vesícula seminal, tem a mesma constituição do ducto deferente, apresentando três túnicas concêntricas: adventícia, muscular e mucosa.
  • Glândulas bulboretrais:são duas formações pequenas, arredondadas e algo lobuladas, de coloração amarela e tamanho de uma ervilha. Estão próximas do bulbo e envolvidas por fibras transversas do esfíncter uretral. Localizam-se inferiormente a próstata e drenam suas secreções (Mucosa) para a parte esponjosa da uretra. Sua secreção é semelhante ao muco, entra na uretra durante a excitação sexual. Constituem 5% do líquido seminal. 
  • Pênis: É através do pênis que o sêmen é expelido. Além de servir de canal para ejaculação, é através deste órgão que a urina também é expelida.
  • Uretra: Canal condutor que, no aspecto da reprodução, possui a função de conduzir e expelir o esperma durante o processo de ejaculação.



Regulação Hormonal Masculina:
  1. FSH: promove a maturação dos espermatozoides nos tríbulos seminíferos.
  2. ICSH: hôrmonio estimulante de célula intersticiais - estimula a produzir testosterona.
  3. TESTOSTERONA: estimula o impulso sexual e é responsável pelas caracteristicas secundárias masculinas: voz/grossa e pêlos.


Sistema Reprodutor Feminino:

é formado pelas gônadas (ovários) que produzem os óvulos, as tubas uterinas, que transportam os óvulos do ovário até o útero e os protege, o útero, onde o embrião irá se desenvolver caso haja fecundação, a vagina e a vulva.
  • Ovários: gônadas ou glândulas sexuais femininas. Nele, existem milhões de folículos. Cada um deles é formado por um ovócito.
  • Tubas uterinas: através da trompas de falópio, também conhecidas como tubas uterinas, o óvulo é coletado da cavidade abdominal, após ser expelido do ovário (ovulação), e, uma vez coletado, é conduzido em direção ao útero. Normalmente a fertilização ocorre ainda em seu interior.
  • Útero: é no útero que se fixará o óvulo fertilizado, ocorrendo, então, o desenvolvimento da gestação até seu final, quando ocorre o trabalho de parto.
  • Vagina: é um canal que faz parte do órgão sexual feminino dos mamíferos, parte do aparelho reprodutor, que se estende da cérvix uterina até a vulva. Existem duas glândulas ao cada lado da abertura da vagina, denominadas Glândulas de Bartholin, responsáveis pela secreção de um muco lubrificante no momento da cópula.





Regulação Hormonal Feminina: 

  1. FSH: hormônio folículo estimulante, estimula o desenvolvimento dos folículos ováricos que vão produzir o estrógeno.
  2. ESTRÓGENO: responsável pelas características, atua no desenvolvimento da mucosa uterina.
  3. LH: estimula a ovulação.
  4. PROGESTERONA: inibe as contrações uterinas.
  5. GONADOTROFINA CORIÔNICA: estimula no período da gravidez.

Poliembrionia :

Em alguns casos pode haver a formação de vários indivíduos a partir de único um zigoto. Esse fenômeno é chamado poliembrionia. Ocorre devido à separação dos blastômeros no início da segmentação. 
Nos seres humanos, os gêmeos idênticos são formados devido à poliembrionia. 
Em tatus, a poliembrionia é uma condição natural, por onde o ovo produz no mínimo quatro organismos idênticos.





Partenogênese:

Desenvolvimento do embrião a partir de óvulo não-fecundado. Geralmente, os indivíduos são haploides (zangões e escorpiões-amarelos), mas podem ser diploides quando não ocorre meiose ou quando o corpo polar se junta ao ovo (ex: algumas espécies de pulgões e de borboletas, respectivamente).


Quando são desenvolvidos apenas indivíduos machos, chamamos de partenogênese arrenótoca; quando são apenas fêmeas, falamos em partenogênese telítoca; e quando são de ambos os sexos, anfítoca.





segunda-feira, 11 de maio de 2015

Reproducão é ..

Podemos definir reprodução de várias maneiras , mas uma das definições que mais gosto é essa: “Processo pelo qual os seres vivos perpetuam suas espécies através do tempo e do espaço, produzindo outros seres semelhantes a si mesmo.”
A reprodução é importante pois mantém a espécie e faz com que um pool de genes passem de uma geração para outra. Isso quer dizer que, as características de uma espécie passam – pelos genes- de uma geração para outra ( de pais para filhos).

Reprodução Assexuada:

É o tipo de reprodução que não envolve gametas masculinos e femininos. Esse processo leva à formação de descendentes geneticamente iguais entre si e aos seus ancestrais, formando o que podemos chamar clone.



Veja o exemplo da reprodução binária de uma bactéria:




Na reprodução assexuada, não há recombinação genética nem a variabilidade da espécie.Todos os indivíduos ” nascem” iguais. Sem essa recombinação genética, a população vai ficar exatamente igual e não vai acarretar na evolução das espécies.

Mas é um modo rápido de se reproduzir, já que não há a necessidade de encontrar um parceiro para isso.



Reprodução Sexuada:

O que caracteriza a reprodução sexuada é a ocorrência de células especializadas ( gametas) que ao se unirem formam um novo ser. Esta reprodução permite uma variabilidade das espécies, pois há recombinação genética.

Com a recombinação genética , os seres irão aparecer com pequenas modificações o que tornará mais fácil a seleção natural.


Neste tipo de reprodução, o novo ser vai receber uma parte dos genes da mãe e a outra parte dos genes do pai. O gameta masculino tem a metade dos cromossomos da célula somática ( do corpo). E o mesmo acontece com o gameta feminino. Na fecundação, esses cromossomos farão pares e dará as características do corpo do novo ser.